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sábado, 24 de junho de 2017

Oito razões para admirar Anthony Perkins / Eight reasons to admire Anthony Perkins

O que a maioria das pessoas sabe sobre Anthony Perkins é que ele interpretou Norman Bates na obra-prima “Psicose” (1960) e em três sequências esquecíveis. De fato, quando buscamos por seu nome no Tumblr, a maior parte dos resultados são GIFs de Psicose.

What most people know about Anthony Perkins is that he played Norman Bates in the masterpiece “Psycho” (1960) and in three other not-so-good sequels. Indeed, when we look for his name on Tumblr, most of the content is about Psycho.
Outras pessoas, interessadas em tanatologia ou fofocas, devem saber que ele morreu de AIDS em 1992. E eu acho incrivelmente triste que este grande homem seja lembrado por estas duas coisas. Por isso fiz uma lista com oito razões para admirar meu crush alto, magro e fofo Anthony Perkins:

Other people, who are interested in thanatology or gossip, may know that he died of AIDS in 1992. And I think it's incredibly sad that this great guy is remembered by these two things. That's why I made this list with eight reasons to admire the tall, thin and cute man who I have a crush on, Anthony Perkins:
1- O sorriso: Fala sério, olha para essa coisinha fofa. Quando Tony sorri, você pode perceber um tom de brincadeira e timidez em seu rosto – como se ele tivesse vergonha de demonstrar sua felicidade. Eu considero timidez algo fofo, mas entendo que deve ter sido um problema para ele durante toda a vida – em especial em Hollywood.

1- His SMILE: Come on, look at that cuteness. When Tony smiles, you can see some goofiness and shyness in his face – as if he was ashamed to be showing happiness. I find his shyness cute, but I understand it must have been a problem for him during his life – especially in Hollywood.
2- Um grande talento para atuar: Anthony Perkins fez dramas, westerns, filmes românticos e, claro, filmes de terror. Ele trouxe humanidade a todos os personagens que interpretou, e fez todos críveis. Bem, ele até fez o público se importar com um psicopata!

2- The man had a great acting range: Anthony Perkins did dramas, westerns, romantic movies and, of course, horror films. He brought warmth to all the characters he played, and made them believable. Well, he even made the public care for a psycopath!

Ele trabalhava bem ao lado de atores já famosos, como Henry Fonda e Ingrid Bergman, sem ser obscurecido por eles. Ele até ganhou o prêmio de melhor ator em Cannes por “Mais uma vez, adeus”, um filme maravilhoso de 1961 em que contracena com Bergman.

He could hold up well next to established actors, like Henry Fonda and Ingird Bergman, without being overshadowed by them. He even won the best actor award at Cannes for “Goodbye Again”, a marvelous 1961 film in which he acts with Bergman.
3- Ele também trabalhou como diretor: Seguindo os passos de Orsons Welles, quem ele admirava imensamente, Perkins também trabalhou como diretor. Infelizmente, ele dirigiu apenas dois filmes: “Psicose III” (1986) e “Lucky Stiff” (1988). Eu fico imaginando que outros filmes ele poderia ter dirigido se tivesse vivido mais!

3- He also worked as a director: Following the footsteps of Orson Welles, who he great admired, Perkins also worked as a director. Unfortunately, he only directed two movies: “Psycho III” (1986) and “Lucky Stiff” (1988). I wonder what else he could have done if he had lived longer!
4- Ele também foi roteirista: Perkins e o amigo Stephen Sondheim escreveram o roteiro que se tornou o filme “O Fim de Sheila” (1973). Herbert Ross, o diretor, foi quem convenceu a dupla a transformar os “jogos de mistério e assassinatos” que eles jogavam em uma história.

4- He ALSO wrote a screenplay: Perkins and his friend Stephen Sondheim wrote a screenplay that became the 1973 film “The Last of Sheila”. Herbert Ross, who directed the film, was the one who encouraged the duo to turn their usual “murder mystery parlor games” into a story for the screen.
5- Ele falava francês: Você deve saber, por experiência própria ou pelas sábias palavras de Maurice Chevalier, que francês é a língua da paixão – l'amour!

5- He spoke French: You must know, through your own experience or through the wise words of Maurice Chevalier, that French is the language of romance – l'amour!

Nos anos 60, Perkins fez alguns fimes na Europa, deu entrevistas em Cannes e gravou algumas músicas em francês.

In the 1960s, Perkins made a few films in Europe, gave interviews while in Cannes and recorded some songs in French.
6- Ele lutou contra os estereótipos: Ele conseguiu apenas papéis estereotipados, ao estilo Norman Bates, depois de “Psicose”, mas ele procurou maneiras de mostrar seu talento em outros trabalhos que não fossem dentro do gênero horror.

6- He fought typecasting: He was forever typecast in movies after “Psycho”, but he looked for ways to show his talent in other works that did not belong to the horror genre.

Perkins foi o protagonista de duas comédias da Broadway nos anos 60, e na década seguinte esteve na montagem original de Equus substituindo Anthony Hopkins no papel principal. Seu trabalho na Europa também foi uma tentativa de escapar dos estereótipos.

Perkins was the lead in two Broadway comedies in the 1960s, and on the following decade he was on the original production of Equus replacing Anthony Hopkins as the lead. His work in Europe was also an attempt to escape typecasting.
With Sophia Loren in 1962
7- Ele sabia cantar: Nem todo mundo sabe disso, mas Anthony Perkins amava música e até gravou alguns CDs! Ele não era nenhum Sinatra, mas acho que era um cantor muito bom. Ouça:

7- He could SING: Not everybody knows about this, but Anthony Perkins loved music and even recorded a few CDs! He was no Sinatra, but I think his singing was pretty decent. Listen:
8- Ele lutou corajosamente contra a AIDS: A mídia não é nojenta? O preconceito não é horrível? Nos anos 50, Perkins não podia se assumir homossexual e tinha de ir a encontros arranjados com jovens atrizes para convencer os tabloides de que ele era hétero – esta prática, inclusive, ainda é comum entre as estrelas de TV brasileiras.

8- He fought AIDS with courage: Isn't the media disgusting? Isn't prejudice horrible? In the 1950s, Perkins couldn't be his true homosexual self and had to go on arranged dates with starlets to make tabloids convinced that he was straight – this practice is still common with Brazilian television stars now.

Perkins começou a se odiar e tentou encontrar uma cura para sua “doença”. Ele acabou se casando com Berry Berenson, e com ela teve dois filhos. Mas não seriam felizes para sempre: em 1990, um tabloide teve acesso a um exame de sangue de Perkins e publicou que o ator tinha AIDS. Sim, Tony e a família ficaram sabendo do diagnóstico através de um jornal.

Perkins went on to hate himself and try to find a cure for his “disease”. He ultimately married Berry Berenson and had two sons with her. But there would be no happily ever after: in 1990, a tabloid got access to his blood exam records and published that he had AIDS. Yes, Tony and his family found out through a newspaper.
Dali em diante, os jornalistas cercavam a casa deles o tempo todo, e seguiam os funcionários da família para tentar descobrir mais sobre a doença de Tony. Apesar deste inferno, Perkins continuou trabalhando até sua morte, em 12 de setembro de 1992.

From them on, journalists would be in front of their house 24/7 and follow their employees, wanting to know details about Tony's disease. Nevertheless, Perkins kept on working until his death, on September 12th, 1992.

Não posso deixar de pensar em quantas outras coisas Anthony Perkins poderia ter feito com seu talento se o mundo tivesse sido mais bondoso com ele. E eu imagino quantas pessoas como Tony não conseguem atingir seu potencial e têm de viver atormentados porque, todos os dias, o mundo não é bondoso com eles.

I can't avoid but wonder how much more Anthony Perkins could have accomplished if the world had been kinder to him. And I wonder how many people like Tony can't fulfill their potential and have to live tormented lives because the world isn't kind to them every day.


This is my contribution to the Reel Infatuation blogathon, hosted by Silver Screenings and Font and Frock.

sábado, 17 de junho de 2017

#TheResistance at the movies: Presenting Cine Suffragette

Are you scared about the future? Are you disillusioned? Do you get nauseous when you watch the news? Did you answer YES to all the questions? Now comes the most important question of all: are you ready and willing to fight back and resist? If once again you answered YES, you'll be welcome to Cine Suffragette.


Since he-who-must-not-be-named was elected president of the US, I started feeling once again the burden that being a woman is. Not only a woman. Nowadays, being anything but a white-male-cisgender-straight-christian is dangerous and wrong. And it shouldn’t be.

That's why me and my fabulous internet friends decided to do what we know best: watch movies. And then analyze the movies and bring up valuable discussions about being a female, working in the movie businnes as a woman, and the representation of LGBT individuals, black, disabled and older people at the movies.


And that's why we created Cine Suffragette: an online, multilingual publication about empowerment and representativeness in film. We publish texts in English, Brazilian Portuguese, Spanish and French on the Medium platform. We also have an Instagram, Twitter, Facebook fanpage and YouTube channel.

You, members of #TheResistance, are more than welcome to read our texts and even contribute with us! Our first guest post was published this month and we will published versions in all languages. If you want to contribute, get in touch with us!

I must leave a big THANK YOU here to my partners in crime in this project: Rafaella from the blog Império Retrô and Jessica from the website Cine Espresso. <3 o:p="">



Find us at:





sexta-feira, 9 de junho de 2017

Judy e Liza: de mãe para filha / Judy and Liza: from mother to daughter

O talento é algo hereditário? Pesquisadores dizem que talento é 50% herdado nos genes e 50% desenvolvido com a prática. Nós não vamos nos aprofundar no campo da genética hoje, apenas apresentaremos um caso que, considerado sozinho, provaria que talento pode ser herança de família: o caso de Judy Garland e Liza Minnelli.

Is talent hereditary? Researchers say that talent is 50% a matter of genes, and 50% a matter of hard work. We won't dive deeper into the genetics field today, we'll simply show a case that, considered isolated, would prove that talent can run in the family: the case of Judy Garland and Liza Minnelli.
Liza Minnelli, quando jovem, tinha a aparência e a voz da mãe. Agora que está mais velha, ela se parece mais com o pai, Vincente Minnelli. Um caso semelhante ao de outra filha de uma rainha do cinema: Isabella Rossellini, que se parecia com a mãe, Ingrid Bergman, quando era mais jovem, e agora lembra mais o pai, Roberto Rossellini.

Liza Minnelli, at a younger age, looked and sounded a lot like her mother. Now that she is older, she resembles more her father, Vincente Minnelli. A similar thing happened to another daughter of cinema royalty: Isabella Rossellini, who looked like her mother, Ingrid Bergman, in her earlier years, and now looks more like her father, Roberto Rossellini.
Liza and Vincente Minnelli
Liza fez sua estreia no cinema in utero – ou quase isso. Judy, então com 23 anos de idade, estava grávida de Liza durante as filmagens de “Quando as Nuvens Passam” (1946), mas sua barriga ainda não é evidente o bastante. A garotinha que nasceu da união de Judy e Vincente foi batizada com o nome de Liza, uma canção de Ira Gershwin, seu padrinho. Com catorze meses de idade, Liza Minnelli fez sua estreia de fato no cinema, na sequência final de “A Noiva Desconhecida” (1949), protagonizado por sua mãe.

Liza first appeared on film in the womb – or almost. Judy, then 23 years old, was pregnant with Liza during shooting “Till the Clouds Roll By” (1946), but her bump is not big enough to be seen onscreen. The little girl she gave birth to was named after her godfather’s Ira Gershwin song Liza. At the age of fourteen months, Liza Minnelli did her real film debut, in the final sequence of “In the Good Old Summertime” (1949), in which her mother was the lead.
Na infância, Liza era comumente fotografada ao lado dos pais no estúdio. Quando sua mãe saía em turnê, ela a acompanhava, e por isso passava muito tempo em hotéis. Este fato fez de Liza a inspiração para a protagonista do livro Eloise, escrito por Kay Thompson, madrinha de Liza. Judy e Vincente se divorciaram em 1951, quando Liza tinha cinco anos, e Judy se casou novamente em 1952. Quando tinha 13 anos, Liza cantou “Over the Rainbow” no rádio. Escute a gravação AQUI.

During her childhood, Liza was often photographed with her parents at the studio. When her mother was on tour, she would go with her, that's why she spent a lot of time in hotels. This fact made Liza the inspiration for the character Eloise from the book of the same name, written by Liza's godmother, Kay Thompson. Her parents divorced in 1951, when she was five, and Judy remarried in 1952. When Liza was 13, she was featured on radio singing “Over the Rainbow”. Listen to her recording HERE.
Liza and Gene Kelly
Depois disso, Liza apareceria com frequência na TV, começando com “Tonight Starring Jack Paar” e “The Gene Kelly Show”, respectivamente de 1958 e 1959. Ela foi cantora convidada em “The Judy Garland Show” em duas ocasiões em 1963. Com 17 anos, ela já mostrava que tinha uma voz poderosa e muito carisma. Assistindo aos clipes do programa, é possível perceber como Liza e Judy se amavam. Foi também durante estas apresentações em seu programa que Judy percebeu que sua garotinha era agora uma mulher crescida que tinha sua própria carreira artística.

Next, Liza would appear on TV regularly, starting in “Tonight Starring Jack Paar” and “The Gene Kelly Show”, respectively from 1958 and 1959. She was a guest at “The Judy Garland Show” twice in 1963. At 17, she already showed a powerful voice and a lot of charisma. By watching the clips, you can see how mother and daughter loved each other. It was also during this show that Judy realized that her little girl was a grown up pursuing her own career.
Quando falava sobre Liza, Judy a descrevia como “muito esperta” e “com os pés no chão o tempo todo”. Muitos anos depois, Liza disse que Judy era a melhor mãe do mundo. Ela diz também que herdou seu senso de humor da ‘mama’.

While talking about Liza, Judy called her “very wise” and “with her feet on the ground all the time”. Many years later, Liza said Judy was the best mother in the world. She says she inherited her sense of humor from her mama.
Nem tudo eram flores entre mãe e filha, obviamente. Liza vivia com Judy, seu padrasto Sid Luft e seus meios-irmãos Lorna e Joe durante os anos 50 e 60. Os papéis de mãe e filha eram muitas vezes trocados, porque Liza muitas vezes tinha de cuidar da mãe quando Judy tinha suas crises e problemas com abuso de remédios. Judy tinha pouco contato com a família, segundo a minissérie “Eu e Minhas Sombras” (2001), quando faleceu em 1969. Liza fez todos os trâmites para o funeral da mãe. Ela continuou próxima do pai, Vincente Minnelli, até ele morrer em 1986, e ela é próxima de Lorna até hoje.


Not everything was wonderful between mother and daughter, of course. Liza lived with Judy, her stepfather Sid Luft and her half-siblings Lorna and Joe during the 50s and 60s. The roles of mother and daughter were often reversed, because she often looked after her mother when Judy had her on-and-off problems with mental health and pill addiction. Judy was estranged from her kids, according to the miniseries “Me and My Shadows” (2001), when she died in 1969. Liza arranged everything for her mother's funeral. She remained friends with her father, Vincente Minnelli, until he died, in 1986, and is close to her sister Lorna until today.
Judy among her children
Liza não canta as músicas da mãe, alegando que “elas já foram cantadas”. Quando perguntam a ela sobre Judy, ela só tem coisas boas para contar. Liza tinha apenas 23 anos quando Judy faleceu – a mesma idade que eu tenho hoje e não consigo imaginar minha vida sem minha mãe. O tempo de Judy e Liza juntas foi relativamente curto, mas Liza prova que o impacto de uma mãe na vida de alguém é para sempre.

Liza doesn't sing her mother's song, saying that “they have already been sung”. When asked about Judy, she only has good things to say. Liza was only 23 when Judy died – the same age I am now and I couldn't imagine how it would be losing my mom. Their time together was not long, but Liza proves that a mother's impact in someone's life lasts forever.


This is my contribution to the Judy Garland Blogathon, hosted by Crystal at her blog In the Good Old Days of Classic Hollywood.

terça-feira, 6 de junho de 2017

Artistas e Modelos / Artists and Models (1955)

É ótimo quando comédias tratam dos problemas de sua época. O memorável filme “Artistas e Modelos” (1955), talvez o mais memorável dos 16 filmes de Martin e Lewis, trata tanto da caçada às histórias em quadrinhos quanto da corrida aeroespacial. Quem diria que estes dois assuntos combinariam tão bem?

It's great when comedy movies deal with current events. The memorable “Artists and Models” (1955), perhaps the best of all 16 Martin and Lewis films, deals with both the hunt against comic books and the space race. Who knew these two subjects would go so well together?
Os colegas de quarto Rick (Dean Martin) e Eugene (Jerry Lewis) são aspirantes a artistas que vivem em um grande apartamento, ao estilo F.R.I.E.N.D.S., em Greenwich Village. Rick quer ser pintor, e Eugene quer ser escritor, mas é viciado em histórias em quadrinhos. Acima deles vivem as amigas Abigail (Dorothy Malone), uma cartunista, e Bessie (Shirley MacLaine), uma secretária e modelo para a personagem Bat Lady.

Roommates Rick (Dean Martin) and Eugene (Jerry Lewis) are wannabe artists who live in a big, F.R.I.E.N.D.S.-style apartment in Greenwich Village. Rick wants to be a painter, and Eugene wants to be a writer, but is addicted to comic books. On the floor above live friends Abigail (Dorothy Malone), a cartoonist, and Bessie (Shirley MacLaine), a secretary and model for the character Bat Lady.
Rick vai até o chefe de Abigail, Mr. Murdock (Eddie Mayehoff), em busca de trabalho. Mr Murdock quer que as histórias em quadrinhos tenham mais morte e sangue, e Rick tem exatamente isto a oferecer – ou melhor, Eugene tem exatamente isto! Eugene fala enquanto dorme e em seu delírio narra aventuras intergalácticas de um personagem chamado Vincent the Vulture. Rick rouba a ideia de Eugene e tem sucesso. Entretanto, de alguma forma, dentro das histórias de Eugene há uma fórmula secreta desejada tanto pelos EUA quanto pela URSS.

Rick goes to Abigail's boss, Mr Murdock (Eddie Mayehoff), looking for a job. Mr Murdock wants comic books with more gore and blood, and Rick has exactly this to offer – I mean, Eugene has exactly this! Eugene talks in his sleep and narrates the intergalactic adventures of a character named Vincent the Vulture. Rick takes Eugene's idea and turns it into a success. But somehow, inside Eugene's stories there is a top secret formula wanted by both USA and USSR.
Assim como muitas duplas, Martin e Lewis tiveram sucesso porque seguiram a fórmula palhaço + cara sério. Lewis era o palhaço da dupla, seguindo o exemplo de Stan Laurel e Lou Costello; e Martin era o cara sério, assim como Oliver Hardy e Bud Abbott. Cada década, do final dos anos 20 ao final dos anos 50, teve sua própria grande dupla cômica.

Like many duos, Martin and Lewis were successful because of the perfect formula stooge + straight man. Lewis was the stooge, like Stan Laurel and Lou Costello; and Martin was the straight man, like Oliver Hardy and Bud Abbott. Each decade, from the late 1920s until the late 1950s, had its own golden duo.
Na década de 1950, conservadores que não tinham nada melhor para fazer decidiram começar uma cruzada contra as histórias em quadrinhos, alegando que elas estavam corrompendo os jovens. Em “Artistas e Modelos”, uma mãe “preocupada” deixa seu filho no consultório de Mr Murdock para que o empresário veja o que ele está causando às mentes não desenvolvidas com seus quadrinhos. O pestinha é interpretado por George ‘Foghorn’ Winslow, o garotinho que esteve memorável em “O Inventor da Mocidade” (1952), brincando de índio com Cary Grant e dizendo: “You’ve got to do a war dance first!”.

During the 1950s, conservatives with nothing better to do decided to do some kind of witch hunt with comic books, alleging that the comics were corrupting the young minds. In “Artists and Models”, a “concerned” mother leaves his son at Mr Murdock's office in order to make the entrepreneur see what he has caused to an undeveloped mind with his comic books. The little brat is played by George 'Foghorn' Winslow, the boy who was memorable in “Monkey Business” (1952) while playing with Cary Grant and saying: “You've got to do a war dance first!”.
Para dar ao filme um ar de história em quadrinho, Frank Tashlin foi escolhido como diretor. Tashlin havia dirigido desenhos dos Looney Tunes desde 1936, e certamente tinha know-how sobre animação e design Tashlin se esforçou muito para ter no filme piadas mais ousadas, e foi impedido pela censura algumas vezes durante a produção.

To give the film a cartoon vibe, Frank Tashlin was hired as director. Tashlin had directed Looney Tunes cartoons since 1936, and certainly had know-how about animation and design. Tashlin made an effort to add risqué jokes and some innuendo to the film, and was stopped by censorship a couple of times during production.
Jerry Lewis dependia igualmente de comédia física e verbal. Ele tem ótimas falas, e três momentos especiais de slapstick: o jantar chique em casa, depois do qual ele canta “When You Pretend”, a gag em que ele sobe e desce as escadas e depois entra na banheira para dar um recado da Dean Martin, e a situação no massagista que se assemelha a uma partida do jogo Twister. Dois outros momentos merecem ser mencionados: Shirley MacLaine cantando “Innamorata” e dançando um balé improvisado com Lewis, e a breve piada com James Stewart e “Janela Indiscreta” (1954).

Jerry Lewis relied equally on physical and verbal comedy. He has a lot of funny one-liners, and three special slapstick moments: the fancy dinner at home, after which he sings “When You Pretend”, the gag in which he comes up and downstairs then enters the tub to give Dino a phone message, and the situation at the massage parlor that is basically a huge game of Twister. Two other moments are worth mentioning: Shirley MacLaine's rendition of “Innamorata”, followed by her improvised ballet with Lewis, and the brief joke about James Stewart and “Rear Window” (1954).
Colorido, divertido e com uma trama maluca, “Artistas e Modelos” pode não ter as melhores canções da carreira de Dean Martin, mas com certeza é um ótimo filme para ser apreciado e, com sorte, apresentar alguns de seus amigos ao cinema clássico de Hollywood.

Colorful, funny and with a crazy plot, “Artists and Models” may not have the best songs ever sung by Dean Martin, but it surely is a great film to spend time with and, with luck, introduce some of your friends to Classic Hollywood.


This is my contribution to the Dean Martin Centenary Blogathon, hosted by Samantha at Musings of a Classic Film Addict.

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